Mais uma oportunidade do Erasmus Mundus: bolsa para mestrado em geoinformática na Europa em três instituições de ensino superior em países diferentes. O Copernicus Master in Digital Earth oferece bolsas completas.
O mestrado em geoinformática é um programa do Erasmus Mundus formado por um consórcio de quatro universidades: University of Salzburg (Áustria), University of South Brittany (França) e Palacky University (República Tcheca). Alguns dos temas abordados pelo curso são: geoinformática, geovisualização, geocomunicação, observação da terra e ciência de dados.
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No primeiro ano, todos os alunos estudam na Universidade de Salzburg, na Áustria, e no segundo ano os estudantes escolhem entre as outras duas universidades do programa de mestrado em Geoinformática na Europa.
Como é a bolsa para mestrado em geoinformática
Sendo um programa Erasmus, a bolsa para mestrado em geoinformática paga todos os custos relacionados à universidade (neste caso de mais de 14 mil euros) e ainda tem vários benefícios.
Ela inclui um subsídio mensal de 1,4 mil euros durante os dois anos do curso. O seguro saúde também está incluído.
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Como é o mestrado em geoinformática
O Mestrado Erasmus Mundus em Geoinformática, "Copernicus – Earth Observation & Geoinformatics," estrutura-se em semestres com módulos especializados que visam fornecer aos alunos conhecimentos técnicos e aplicados em Observação da Terra (EO) e Geoinformática (GI), com uma abordagem prática e teórica.
Earth Observation & Geoinformatics
No primeiro ano acadêmico, os módulos abordam aplicações em EO*GI, com foco em competências orientadas para aplicações práticas baseadas em teorias e métodos relevantes. As disciplinas incluem tópicos como "Copernicus in Digital Earth", pensamento espacial, redação científica, desenvolvimento de portfólios eletrônicos (ePortfolio) e desenvolvimento de carreira.
Dois módulos centrais são voltados para observação digital da Terra e tecnologias associadas. Já o módulo "Integrated Applications" aprofunda conhecimentos em desenvolvimento de software e aplicações, aprimorando habilidades em gestão de projetos.
GeoData Science & AI4EO
No terceiro semestre, os estudantes têm a opção de se especializar em GeoData Science (GeoDSc) e Inteligência Artificial para Observação da Terra (AI4EO), que enfocam Ciência da Computação e Ciência de Dados. Este caminho de especialização inclui temas como visão computacional, aprendizado de máquina e big data, com uma ênfase particular em análises de dados aplicadas à Observação da Terra. Essa trilha expõe os alunos a tópicos de ponta, como Big EO Data e GeoAI.
Geovisualisation & Geocommunication
Alternativamente, no terceiro semestre, os alunos podem escolher a especialização em Geovisualisation e Geocommunication (GeoVIS), que explora a visualização e comunicação geográfica e o desenvolvimento de aplicações. Este módulo abrange inovações como cartografia e design em geovisualização, cartografia web e cognitiva com tecnologias de rastreamento ocular, visualização 3D, métodos avançados de visualização e a aplicação de cartografia para o desenvolvimento de atlas temáticos científicos.
Ao fim do curso, os alunos fazem uma dissertação de mestrado e também, durante o curso há estágios que os alunos fazem fora do período de aulas. Ao longo dos semestres, o Mestrado Erasmus Mundus em Geoinformática – Copernicus prepara os alunos com habilidades práticas e teóricas, alinhando-se às demandas tecnológicas e metodológicas do campo da Geoinformática e Observação da Terra.
Requisitos da candidatura do Erasmus Copernicus
O curso mestrado Erasmus Mundus Copernicus é destinado a estudantes que demonstrem iniciativa e tenham interesse em ciência, meio ambiente e visualização de dados. Para se candidatar, é preciso ter graduação em disciplinas relacionadas a cursos como geografia, geologia, informática, engenharia civil, arquitetura, agronomia, ecologia e conservação.
Saber inglês e ter certificado de proficiência também é requisito do curso. São aceitos: IELTS, TOEFL ou Cambridge Certificates. A seleção do mestrado também será baseada na motivação, no desempenho e no potencial acadêmico, nas cartas de recomendação e na experiência prática.
Com relação à bolsa para mestrado em geoinformática, como todos os benefícios Erasmus+, é preciso não ter morado em um país europeu por mais de 12 meses nos últimos cinco anos.
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Como se candidatar ao mestrado Erasmus
Quem deseja concorrer a uma bolsa para mestrado em geoinformática deve enviar a candidatura até o dia 14 de janeiro. O processo de candidatura deve ser feito no site da Universidade de Salzburg.
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Os documentos que devem ser anexados à inscrição precisam estar acompanhados de tradução oficial. São eles:
- Cópia do passaporte;
- Formulário de candidatura;
- Certificado de inglês TOEFL ou IELTS;
- Currículo;
- Carta de motivação;
- Histórico acadêmico;
- Duas cartas de recomendação;
- Diploma.
As aulas do curso de de geoinformática começam em outubro, semestre de inverno europeu.
Como fazer uma boa candidatura para o Erasmus Mundus?
Uma boa candidatura para o Erasmus Mundus exige estratégia, clareza de perfil e, principalmente, apoio durante o processo. A Diana, mentorada do Partiu Pós no Exterior e aprovada com bolsa para o mestrado DREAM, contou que ter um grupo e uma mentoria fez toda a diferença. Ela preferiu não contar para muitas pessoas que estava candidatando, para não criar expectativas externas ou ter que explicar um possível “não”, e isso acabou deixando o processo solitário.
No grupo da mentoria do Partiu Pós no Exterior, porém, ela encontrou um espaço seguro para compartilhar avanços, dúvidas e inseguranças — e até aprender com as orientações dadas a outras pessoas. Segundo ela, ter esse suporte foi imprescindível para navegar entre “50 milhões de sites” e infinitas opções de mestrados, encontrando clareza sobre o que realmente fazia sentido para o seu perfil. Além disso, a preparação para a entrevista, feita individualmente com a Bruna, deu confiança para mostrar o que a tornava a candidata ideal para o programa.
Mesmo depois de receber três negativas anteriores, Diana entendeu que “não” nem sempre significa candidatura fraca, mas apenas desalinhamento de perfil. E o quarto envio foi o “sim” que mudou tudo. Ter orientação, comunidade e estratégia do Partiu Pós no Exterior aumentou não só a qualidade da candidatura, mas também a resiliência ao longo do processo.
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