Fazer intercâmbio sem saber a língua do país é possível?
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Fazer intercâmbio sem saber a língua do país é possível?

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Bruna Passos Amaral
· 3 min de leitura · 30.740 visualizações
Não sei quantas vezes na vida me chamaram de maluca por ter ido fazer intercâmbio sem saber a língua do país. Em 2003, fui estudar na Alemanha com 17 anos sem saber patavinas de alemão. Pra mim, maluquice são outras coisas, tipo se sabotar porque "não sei inglês o suficiente", mas cada um com a suas loucuras. https://www.youtube.com/watch?v=waLk4krjsRk
>>> Verdade sobre intercâmbio sem saber o idioma
O negócio é que enquanto uns se auto-censuram e, assim, se privam de experiências incríveis, alguns malucos enfrentam o medo, metem a cara e vão fazer intercâmbio sem saber a língua. Se você acha que ir fazer um ano no Ensino Médio (ou qualquer outro tipo de intercâmbio) num país cuja a língua você não fala é coisa de louco, então imagine o quão assustador deve ser estudar geografia, história e literatura em um idioma sem gênero gramatical e com nada menos do que 22 casos de declinação. Deu calafrio?  

Intercâmbio sem saber a língua: um ano na Hungria

Pois é o que a Alana Pontel fez durante um ano na Hungria (sim, você leu certo). A adolescente de Paim Filho, no Rio Grande do Sul, ganhou uma bolsa de estudos de High School e fez um ano do Ensino Médio na pequena cidade de Atkar (só com1,6 mil habitantes!). Tá de queixo caído? Veja o depoimento dela e inspire-se a transformar o medo do novo ou do intercâmbio sem saber a língua em capacidade de crescer: alana pontel hungria fazer intercambio sem saber a lingua   "Quando fui para Hungria fazer intercâmbio sem saber a língua, pensei que não iria aprender a língua, ou melhor, que ia demorar um bom tempo até eu aprender. Mas acabou sendo uma experiência maravilhosa, e também sofrida. No inicio, não foi fácil chegar sem saber como me comunicar com as pessoas, sem saber o que elas estavam dizendo. Depois de alguns meses de estudo e escuta, eu já estava falando. Foi aí que começou a melhor parte, comecei a estudar sobre a cultura, a conversar com as pessoas, entender as diferenças. [caption id="attachment_581" align="aligncenter" width="340"]Alana com a família húngara que a recebeu Alana com a família húngara que a recebeu[/caption] Porque entre as duas culturas [brasileira e húngara] há muita diferença. Desde a comida, o pensamento, o jeito de vestir... tudo. Mas intercâmbio é justamente isso: experiência, aprendizado. Abrir sua mente para novas idéias, novas aventuras, novos amigos e até uma segunda família. É amadurecer muitos anos em um. Aprendi coisas que jamais vou esquecer e que mudaram muito minha forma de pensar. Eu me sinto muito feliz por ter conseguido passar esse ano na Hungria e viver tudo o que vivi. Não me arrependo de nada, tudo foi aprendizado, nos momentos mais difíceis e principalmente nos meus erros, foram esses que fizeram os momentos bons valerem a pena. Cada momento, cada história, cada pessoa que conheci nesse intercâmbio e tudo que aprendi com elas, com certeza, estarão comigo para sempre." Curtiram? Eu amei! Ah, toda terça-feira tem vídeo novo no nosso canal no YouTubeAssina aí pra não perder nadinha. A gente também está no Instagram, no Flipboard e no Twitter. Nesses canais, eu falo mais sobre como ganhar bolsa para fazer intercâmbio, como fazer carta de motivação e mais um monte de coisas. Obviamente, eu também respondo dúvidas. Só deixar elas aqui nos comentários do post ?
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Bruna Passos Amaral

Fundadora do Partiu Intercâmbio, o maior acervo de bolsas de estudo do Brasil. Já ajudou milhares de estudantes a conquistar oportunidades no exterior.

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