"Quem faz intercâmbio repete o ano?" respostas para as principais dúvidas depois de fazer High School no Exterior
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"Quem faz intercâmbio repete o ano?" respostas para as principais dúvidas depois de fazer High School no Exterior

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Bruna Passos Amaral
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Quem faz intercâmbio repete o ano? Como é a vida depois do intercâmbio: de High School

Quer fazer intercâmbio durante o Ensino Médio é demais, eu já falei aqui a semana inteira. Mas, tá, e quais as consequências que isso tem na vida de um jovem? Como fica o andamento dos estudos aqui no Brasil? Quem faz intercâmbio repete o ano? E o vestibular? E adaptação na volta? Com a ajuda do Luan Oliveira, coordenador de High School da World Study, e da Mônica Rohr, psicóloga que lida com a preparação de jovens para intercâmbio na mesma empresa, reunimos as respostas algumas das principais dúvidas sobre como fica tudo depois de fazer High School no Exterior.

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Quem faz intercâmbio repete o ano na escola aqui no Brasil?

Não. Pelo contrário. Todo o aluno ganha credito quando ele faz um intercâmbio. Exceto quando o intercâmbio é para Argentina ou Japão - esses países não dão o histórico escolar para o aluno quando ele volta ao Brasil. Aí, sim, tudo cursado no Exterior não conta  no currículo escolar aqui, porque você não possui provas do que fez fora. Em todos os outros destinos, o aluno recebe o histórico escolar, ou transcript, e pode validar tudo que estudou durante o intercâmbio. A regra é a seguinte, o Ministério da Educação (MEC) determina que, obrigatoriamente, o estudante curse Matemática, Língua (a local), Ciências (deve escolher entre Química, Física ou Biologia), Estudos Sociais (História, Geografia ou similar) e Educação Física para que os estudos possam valer. Além dessas disciplinas, o intercambista poderá escolher matérias eletivas.

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Como se preparar para evitar problemas na validação?

Para isso é bom conversar com o diretor da escola brasileira antes de ir para o Exterior. Porque o validar depende muito da escola no Brasil. É importante perguntar qual é a carga horária das disciplinas exigida para aceitá-lo na volta. Como o Luan explica: "antes de pensar em viajar, é interessante o aluno conversar com o diretor da escola e ver se ele vai aceitar o histórico validado depois do intercambio. Aqui na World Study, geralmente não temos problemas com isso, mas tudo pode acontecer. Vale lembrar ainda que os alunos internacionais não recebem diploma de conclusão no exterior, somente o transcript do que foi cursado."

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Quais os documentos necessários para validar os estudos no Brasil?

Antes do ano letivo acabar, os alunos devem solicitar a escola um histórico com as matérias cursadas e as notas. O documento tem que ter o selo seco da escola e assinatura do diretor. É importante pedir com antecedência porque, sem esse documento, você não pode validar seus estudos feitos no Exterior aqui no Brasil. Assim que você tiver o documento em mãos, é necessário que o Consulado Brasileiro na região valide. Uma boa dica é ligar para o consulado mesmo  antes de você ter o histórico em mãos para conferir as exigências sobre o formato do documento para poder validar, qual o procedimento para envio e recebimento e também qual a taxa para isso.

 Todo o processo deve ser feito no Exterior! Os documentos sem a validação do consulado brasileiro no Exterior não têm validade. Por isso: não deixe para a última hora e faça tudo você mesmo. A sua família hospedeira não tem obrigação nenhuma de fazer isso por você e, no geral, quando os intercambistas deixam essa tarefa para outras pessoas e voltam ao Brasil, a chance de dar problema é bem grande. O material validado pelo consulado precisará ainda ser traduzido para o português por um tradutor juramentado. Só depois de tudo isso o estudante poderá comprovar a escolaridade obtida no exterior. Durante o meu intercâmbio na, Alemanha em 2003/2004, fiz tudo isso sozinha. É mais simples do que parece, mas precisa ser feito com atenção e antecedência.

E o vestibular, como fica?

Eu já disse aqui em outras ocasiões que não sou a favor de entrar na universidade jovem demais, mas isso é uma opinião minha, né, e ninguém é obrigado a concordar. Cada um sabe quando está pronto para fazer vestibular. Ainda assim, um intercâmbio jamais é um atraso na vida de alguém e vestibular tem todo o ano. Conhecer novas maneiras de aprender e estudar em uma outra língua certamente vão deixar você mais inteligente e esperto. Além disso, o que você aprende como ser humano numa experiência de intercâmbio não tem preço. São ensinamentos sobre persistência, independência, empatia e resiliência que vão mudar pra sempre a sua vida. Só quem fez intercâmbio durante o colégio sabe o que isso significa e o impacto que a experiência tem na vida adulta. E eu garanto, a maturidade que você ganha em um ano de High School certamente vai ajudar você a enfrentar o vestibular com muito mais tranquilidade.

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E existe choque cultural ao contrário?

Ahm. Sim. Sempre rola um pouquinho de stress na readaptação, mas faz parte. De acordo com a Mônica, "Não existe tempo certo para que esta readaptação aconteça. Algumas pessoas mudam tanto sua forma de pensar, agir e ver o mundo que não conseguem retornar aos hábitos antigos, amizades antigas e precisam fazer outras novas, de acordo com os novos interesses. Não tem um problema mais comum. Há quem estranhe voltar para a casa dos pais e toda a superproteção, dá bastante saudade dos novos amigos e o novo estilo de vida que estava amando. Todas são situações que podem ser problema e dificultar um pouco a readaptação". Mas logo a rotina vem e não sobra muito tempo para sofrer, não. Eu que já fui e voltei um montão de vezes sei que nunca é fácil, mas a gente sempre aprende muito sobre a gente mesmo e sobre as pessoas de quem a gente gosta no processo.

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E tem algo que ajude a diminuir o impacto da volta depois um intercâmbio?

Isso sempre é um pouco difícil de fazer, porque implica começar a pensar na volta antes de ela acontecer. A Mônica explica que, como é uma questão que gera sofrimento, normalmente as pessoas não gostam de entrar em contato. No entanto, pensar no assunto, conversar com os amigos (daqui e do país onde você fez intercâmbio), com a família hospedeira, com a família aqui pode ajudar minimizar os impactos da volta! Outra coisa, depois de um ano fora, rever todo mundo, voltar pro seu quarto, pros seus amigos, comer feijão, pastel e brigadeiro é tão bom! Aí, voltar não tem como ser ruim :D

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Como funciona o intercâmbio durante o Ensino Médio ou High School

O intercâmbio de High School é voltado para jovens entre 15 e 18 anos (em alguns casos, jovens de 14 e 19 anos também podem participar) que querem cursar um semestre ou um ano do Ensino Médio no Exterior.  Para poder se inscrever, os jovens devem ter boas notas aqui no Brasil e muita disposição para mergulhar em uma nova cultura e aprender um idioma. Durante o período no Exterior, além de aprender a língua, os intercambistas frequentam a escola como qualquer jovem local. Os períodos de embarque geralmente ocorrem entre julho e agosto e janeiro e fevereiro. Os países disponíveis são os mais variados: Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, França, Japão, Alemanha, Austrália  e muitos outros.

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Escrito por

Bruna Passos Amaral

Fundadora do Partiu Intercâmbio, o maior acervo de bolsas de estudo do Brasil. Já ajudou milhares de estudantes a conquistar oportunidades no exterior.

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